sexta-feira, julho 15, 2011

Run Forest, RUN FOR YOU'RE LIFE!

Estava eu conversando com o irmão lá do Patronato e algus caras que acho que eram presidiários, ou algo assim, todos sentadinhos em cadeiras de praia, numa casa ou algo do gênero.

Na nossa frente tem uma muretinha com uma cerca em cima e do nada surge um touro gigantesco, que parecia pesar uma tonelada, debruçado naquela cerca que parecia extremamente mais frágil do que meio segundo antes. Ele olha pra mim, tão profundamente que deve ter visto minha alma, e diz 'TOURO!', eu olha pra mim e penso 'Fuck...', estou usando um vestido totalmente vermelho escarlate.

É amigos, fodeu a barca de vez. Levanto da cadeira e saio disfarçadamente na vã tentativa do ser não implicar comigo. Vã tentativa eu disse? Totalmente vã. Ele passa as 2 patas da frente, quase meio corpo pela cerca, em direção à minha pessoa e eu saio correndo desesperadamente.

Corro muito mais do que consigo em situações normais (estar atrazada para pegar o bus da faculdade), pulo uma janela de meio metro de altura como se fosse prova de corrida com obstáculos. O maldito havia me sacaneado e não me seguiu por lá, fez a volta e apareceu na minha frente. Como a George, em Dead Like Me, só há tempo de pensar uma coisa: shit. Viro 180º e corro desesperadamente com o bicho atrás. Cãibra! Maldita hora para se ter cãibra! Na panturrilha! Doeu ao extremo, mesmo. Sabe-se lá como continuei correndo e pulando a tal janela (sim, ele pulou atrás com uma facilidade incrível e desanimadora).

Corri mais do que meus músculos permitiam, mais do que meus pés aguetávam, mais do que eu conseguia enxergar que estava ao meu redor. Corri, muito. Surgido dos infernos, passo a mão em um cobertor marrom que encontro e corro mais ainda até encontrar uma porta suficientemente estreita.

Com sorte ele não passaria os ombros pela porta e com mais sorte ainda ele não conseguiria quebrar a parede para entrar. Me enrolo no cobertor, cobrindo até a cabeça e deixando só os olhos de fora, encolhida no cantinho, aguardo a morte chegar. Mas ela nãoo veio.

Acordei depois ainda sentindo a maldita cãibra, com o pânico estampado no rosto e agarrada no travesseiro cobrindo a cabeça com ele como estava com o cobertor. Foi o PIOR sonho da minha vida! O sonho mais TENSO de todo o UNIVERSO!

Um comentário:

Mateus Sohne disse...

bah quando tu me contou pela primeira vez eu achei super tenso, mas lendo agora eu só ri: ahhahahaha.